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[Cannons] Hallen

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[Cannons] Hallen

Mensagem por Catherine D'Angelo Sanna em Qua Jan 02, 2013 7:01 pm




Catherine D'Angelo Sanna

rainha ▬ dinastia sanna ▬ feiticeira ▬ vinte e quatro anos ▬ ashley greene ▬ ocupado

Hallen passava por um momento brilhante quando Catherine veio ao mundo. O pai, Rei Richard, havia conseguido através de pactos comerciais, alcançar lucros antes inimagináveis. E seu primogênito, Príncipe Louis, começava a mostrar as características necessárias que um monarca humano deveria possuir. Tudo estava exatamente como deveria ser e a chegada da garota foi muito bem recebida.

Enquanto o irmão passava a maior parte do tempo com o pai, aprendendo todas as funções que um dia exerceria, Catherine desenvolveu as capacidades que uma princesa deveria ter: Como se portar durante um jantar, ler e escrever com perfeição, entreter os convidados, lidar com os súditos, além de cantar, tocar, dançar. De maneira geral, ser agradável para com todos. “A cortesia é a armadura de uma senhora”, sua mãe nunca lhe cansava de dizer.

Rainha Anne, apesar de possuir um coração bondoso, mostrava-se sempre ausente. Alguns anos depois do nascimento de Catherine a rainha veio a adoecer e nunca mais se recuperou totalmente. Havia dias que mal tinha forças para sair do seu quarto, mas sempre era amorosa com seus filhos e marido.

Mas, entre todas as coisas, o que a princesa mais amava fazer era passar o tempo livre com o irmão. Louis fora seu melhor amigo durante a infância. Talvez, seu único amigo. E ensinara a irmã mais do que todos os seus professores juntos. Ensinara algo que ela realmente gostasse. Ensinara magia.

Quando os irmãos Sanna eram vistos juntos, estavam invariavelmente discutindo ou praticando magia. Às vezes, quando davam sorte, recebiam a ajuda de um ou dois feiticeiros que Louis contratava especialmente para ensiná-los. O pai, apesar de não proibir a prática, desaprovava o tempo gasto naquilo que considerava “pouco produtivo” e vivia pregando sermões sobre como poderiam estar fazendo coisas mais úteis. Os irmãos mostravam-se sempre temporariamente surdos enquanto presenciavam estes momentos. Quando este era o assunto, a teimosia dos dois superava a do pai.

Porém, quando Catherine alcançou os doze anos, percebeu que as coisas haviam mudado. O irmão se tornara um homem feito e recebeu a responsabilidade de gerenciar alguns negócios do reino, vendo-se obrigado a passar a maior parte do tempo longe de casa. A princesa por outro lado passava o tempo ao lado da mãe, cuja saúde mostrou-se instável com a partida do filho. A magia fora deixada de lado.

Meses mais tarde, Hallen, que há anos exibia uma tranquilidade invejável, viu-se abalada. Príncipe Louis, o futuro rei, fora encontrado morto. O burburinho sobre como isto havia acontecido rondava o reino. Teorias absurdas foram criadas. Uns diziam que o príncipe havia sido morto por um assassino profissional, outros, numa briga de bar. Alguns até mesmo diziam que tinha sido derrotado por demônios. Na realidade, a pressa de voltar para a casa fez Louis abandonar sua guarda real e seguir sozinho pela estrada, a fim de chegar a capital. No caminho, o cavalo torceu a pata e jogou o homem ao chão, fazendo-o quebrar o pescoço. Fora encontrado horas mais tarde por seus próprios guerreiros.

A família real ficou arrasada. Rei Richard trancou-se em seus aposentos sem dar sequer uma única palavra. Rainha Anne teve a saúde ainda mais afetada, fazendo com que os criados sussurrassem entrei si a possibilidade de outra morte. E a única coisa na qual Catherine conseguia pensar era na carta que mandara ao irmão uma semana antes, implorando para que ele voltasse logo. O sentimento de culpa tornou-se imediatamente inevitável.

Os anos se passaram, e Catherine se viu mais atarefada do que nunca. Voltar a praticar magia foi a primeira coisa que fez assim que o luto terminou, em memória ao irmão. Passou mais tempo ao lado do pai aprendendo tudo que podia sobre o cargo que, uma hora ou outra, viria a ser seu.

Apesar de sua posição, nunca se interessou em aprofundar seu conhecimento sobre comércio ou política. E agora, fazia isto mais do que nunca. Rei Richard, no começo, tentou arranjar um pretendente que pudesse herdar o trono quando ele morresse. Mas a filha mostrou-se irredutível neste assunto, obrigando-o a repetir suas lições novamente. Desta vez, com um toque notável de amargura e tristeza.

Quando o Rei alcançou uma idade avançada, percebeu que não conseguia mais lidar com as tarefas que lhe eram exigidas. Compreendeu que se continuasse com aquilo, acabaria se matando. E, mesmo que não se sentia pronto o suficiente para passar a coroa para a filha, decidiu fazê-lo mesmo assim. Sabia que era necessário.

E então, o reinado de Rei Richard D’Angelo Sanna chegou ao fim.

Catherine assumiu suas responsabilidades, mesmo que a hesitação estivesse clara. O povo, pelo contrário, a recebeu alegremente, já que o carisma da garota – assim como de seu irmão – sempre fora inegável. Assumiu o Duque de Rannàs e o Arcebispo de Hallen como seus conselheiros, certa de que eles lhe ajudariam a lidar com o novo fardo.

Ela bem sabia que a coroa não lhe servia tão bem como serviu no pai, ou como serviria em Louis, mas mesmo assim, decidiu que faria o seu melhor.

Novos tempos estavam prestes a começar.





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Andrei Bellini di Rinaldi

duque de rannàs ▬ animago ▬ vinte e oito anos ▬ brant daugherty ▬ livre

Em Hallen, pouco importa de onde você veio, o que você faz, como você faz ou quem você é. A única coisa importante de verdade é quanto dinheiro você tem, e Andrei tem muito. Nascido em Rannàs, é um rapaz de berço nobre e família rica. A nobreza em Hallen não é definida a partir da ligação familiar, mas sim com base em quanto dinheiro uma família tem. Se uma nobreza perde dinheiro, também perde o título. Felizmente, os di Rinaldi tinham muito dinheiro.

Andrei aprendeu a administrar o dinheiro da família desde cedo. Não possuía muitos parentes, e era filho único, o que lhe tornava o único herdeiro disponível para o título de Duque de sua cidade natal, Rannàs. Seu avô era o duque naquela época, e não teve filhos homens. Sua mãe, por ser a única a gerar filhos, recebeu a graça de possuir um filho Duque. Assim que seu avô veio a falecer, Andrei subiu ao título, ainda muito jovem, aos vinte e dois anos.

Durante os seis anos seguintes, Andrei escalou até se tornar o mais importante líder econômico de todo o reino. Várias das rotas comerciais passavam por Rannàs, devido à construção de estradas eficientes, e o jovem passou a cultivar diversos materiais e suprimentos nas terras férteis e inutilizadas até então de seu ducado. Tal guinada econômica chamou a atenção da Rainha Catherine, que o convocou como Conselheiro e Ministro de Finanças Real.

Com o tempo, todavia, Andrei revelou ter interesses um pouco maiores do que apenas crescimento econômico. Seu interesse e ambições demasiados o levaram a desejar ardente maior renda, e, por isso, ele viu na floresta de Anáerome a oportunidade perfeita de enriquecer vertiginosamente. Mas, para isso, ele precisaria não só de dinheiro, mas do apoio político da Rainha.




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Filippo Mancini Remés

arcebispo ▬ clérigo ▬ vinte e seis anos ▬ paul wesley ▬ livre

Nascido em Varseille, Filippo foi criado pela avó materna, a única família que chegou a conhecer. "Sua mãe nunca se entregou aos Deuses, e seu pai nunca conheceu outra religião que não Akaael.", dizia Agnès, quando o menino procurava saber sobre seus pais. Sem outras alternativas, Filippo aceitou a ausência de seus progenitores, e se dedicou inteiramente às ordens da avó, que morava num templo e ensinou o jovem a cultuar os deuses. Ainda na adolescência, o rapaz se tornou um monge experiente e poderoso.

Quando a avó morreu, Filippo percebeu que o Templo era sua única família. E, ali, passou sua vida, reunindo cada vez mais e mais informações. Passava quase o dia inteiro dentro da biblioteca, lendo compulsivamente e apenas saindo para as orações diárias e as longas sessões de meditação. Após alguns anos, o jovem se tornou um Clérigo, e ascendeu à liderança religiosa do Templo de Hallen.

Agora arcebispo de Hallen, Filippo deteve total poder religioso sobre o povo. Era adorado, e sua dedicação era apreciada por todos os cantos do país. As pessoas sentiam orgulho dele. E, devido à essa facilidade de contato para com o povo, Filippo foi contato por Andrei. O jovem Duque desejava utilizar-se da influência do clérigo. E, assim, surgiu uma inesperada aliança.

O futuro de Hallen estava por ser escrito.




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