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Dia: 20

Mês: Agosto

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[TF] Academia Militar de Hugont

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[TF] Academia Militar de Hugont

Mensagem por Aahron N. Golwenvaethor em Seg Jan 07, 2013 9:30 pm


Academia Militar de Hugont

Etherya Kingdom


Famosa por seus quarteis militares, Hugont é abrigo de vários centros para treino de jovens soldados. Qualquer um que deseje melhorar suas perícias pode facilmente ingressar na Academia Militar, aprendendo diversas técnicas novas.

Caso queira treinar uma perícia física, poste abaixo uma narração do treino e, se ela for válida, você pode avançar na perícia e, quem sabe, ganhar alguns pontos de experiência. Para identificar a perícia a ser treinada, use o cabeçalho do código abaixo, inserindo o nome da habilidade em questão no espaço especificado.




Código:
<link href='http://fonts.googleapis.com/css?family=Wire+One' rel='stylesheet' type='text/css'><center>
<div style="font-family: wire one; font-size: 50px; color: #A30000; text-shadow: 0px 1px 1px; text-transform: uppercase; position: relative; top: 2px;">Treino de Perícia: Nome da Perícia Aqui</div></center>
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Re: [TF] Academia Militar de Hugont

Mensagem por David Woolf em Sex Jan 18, 2013 8:07 pm


Treino de Perícia: Reflexos






















❝ Winter Is Coming ❞
~ ...So Interesting... ~



-O som dos corvos chilreando acordavam-me. Desviava os cobertores de pele de urso e sentava-me na cama, para recuperar do sono. Esfregava a cara com vigor. Passava as mãos nos meus cabelos castanhos e puxava-os para trás, para não me atrapalhar a minha vista que já pouco via, devido à luminosidade emanada pela fogueira do meu quarto. Após uma noite de sono, eu sempre tinha dificuldades de enxergar perfeitamente ao acordar. Sempre precisava de uns minutos para poder abrir os olhos completamente.

-Após um breve momento, já conseguia olhar para o lume sem sentir dor ou irritação nos olhos. Na verdade, ficava uns minutos paralizado, a olhar estaticamente para as chamas, tomando cada uma a sua respetiva direção. Cada chama me fazia lembrar cada escolha que temos de tomar na vida. Ou vamos para a esquerda ou para a direita. Ou avançamos ou recuamos. Ou queremos ou não queremos. Na verdade, a vida apenas se restringe a duas escolhas. Sim ou não. As chamas são iguais. Cada uma decide o seu caminho. Uma vai para a direita, e desaparece. Outra para a esquerda, e desaparece. É como se, tomasse uma escolha, e após o obstáculo ultrapassado, a sua missão estava feita neste mundo. E simplesmente desaparecia...

-Esfregava novamente as mãos na cara, mas com mais vigor desta vez... Aaaaah, como detesto estes momentos filosóficos logo pela manhã... Tenho que me preparar, sinto que será um longo dia.... Isto dito, levantava-me da cama, e começava a vestir-me. Pegava numas calças de tecido, e umas botas de cabedal. Amarrava-as bem. Depois, colocava uma camisola de tecido, e por cima, um colete de cabedal amarrado ao meio por uma série de laços de cabedal também. Amarrava-os com força. Por cima colocava a minha capa de pelo e cabedal, que eu sempre usava com orgulho, honra. Apagava o lume, e saía do quarto.

-Bons dias... Mãe, Irmão..., dizia eu, fazendo uma vénia, após ter descido as escadas da nossa casa. Sentava-me à mesa com eles, para tomar o pequeno almoço...
David, você vai sair? Para onde vai?
Para Hugont, Mãe... Irei ficar fora por uns tempos. Irei treinar lá, e tornar-me um guerreiro ainda mais poderoso. Vocês ficarão bem, e eu também. Não precisa de se preocupar.
Mas... Você tem uma vida tão boa, não precisa de ser guerreiro. Fique aqui...
Desculpe, Mãe. A minha decisão está tomada. Pegava numa fatia de pão e noutra de queijo, bebia um copo de vinho, e levantava-me da mesa. O meu irmão nada dizia. Era uma oportunidade para ele de subir mais nas gráças do Lorde Woolf. Que assim fosse, se os Deuses o quisessem. Pedia a um empregado de preparar a minha armadura e arma básicas, e colocar tudo num saco apropriado para o cavalo poder transportar no fundo da espinha dorsal. Assim ele fazia. Enquanto isso, eu saía de casa enquanto ainda comía. Ia preparar o meu cavalo para começar a minha jornada. A viagem duraria alguns dias. Mas era algo necessário.

-Acabava de engolir a fatia de pão com queijo, e começava a preparar o cavalo. Nesse meio termo a Lady Woolf, minha mãe, vinha despedir-se de mim. Com um abraço, desejava-me boa sorte e dizia que iria rezar aos Deuses por mim. Eu agradecia. O empregado chegava com o saco preparado, e colocava-o no cavalo. Assim, eu montava o cavalo, e cavalgava para fora do Norte de Wyvern. Iria passar pelo centro de Wyvern, e depois apenas iria diretamente em direção de Hugon. As terras dos Woolf situavam-se no mais Norte de Wyvern, quase encostadas ao Oceano Cinza. Era um longo trajecto. Porém, tinha habilidades para caçar para comer, e criar pequenas cabanas por uma noite para dormir, assim como fazer um fogo apenas com pedras e madeira.

-Já era noite. Tinha passado o dia inteiro a cavalgar. O cavalo estava cansado, mas pelo menos, tinha chegado a Wyvern. A cidade cosmopolita de Etherya, e das mais importantes do Reino de Gaia. Encontrava um estábulo onde poderia passar a a noite, talvez duas para o cavalo poder descansar. Ele ficava nos estábulos de cavalos, enquanto eu subia para um quarto, para dormir.
No dia seguinte, iria visitar Wyvern um pouco, o tempo de passar um dia e o cavalo descansar.

-Um dia depois, bem cedo, abandonava os estábulos e pegava no cavalo. Estávamos de saída de Wyvern. Pelo que me disseram, duraria entre dois a três dias para chegar a Hugon. De duas em duas horas faria o cavalo descansar, beber alguma água se houvesse. Passaria as noites necessárias até chegar a Hugon, caçando para comer, acendendo fogueiras para me aquecer a mim e ao meu cavalo.

-Três dias depois, chegava a Hugon, finalmente. Poderia ter durado apenas dois dias. Mas iria cansar demais o cavalo. Ele não merecia tal escravidão. Preferí demorar mais um dia para chegar a Hugon. Chegando lá, apresentava-me como um Woolf. Guardavam-me o cavalo nos estábulos da Academia Militar, e davam-me um quarto durante o tempo que eu estivesse lá. Porém o quarto era partilhado com mais dois colegas. Sorte a minha, eram boas pessoas, educadas e de honra. Após uma hora de reconhecimento da Academia Militar, alistava-me para uma aula. Era para treinar os reflexos. Eu achava que necessitava de aprender a desenvolver os meus reflexos. Só seria bom para mim. Então, para o treino ser mais eficiente, vestia a minha armadura básica, e transportava a minha espada básica com ela. Assim, teria mais peso em mim, e com certeza o treino seria mais efetivo.

-Chegava a horas da aula. Éramos umas dezenas de soldados, talvez centenas. E apenas 5 professores. Explicavam-nos o quanto importante era proteger o reino de Etherya. O orgulho passava pela minha pele enquanto as palavras dos professores eram vociferadas. A aula passava por treinar a velocidade, a agilidade, o controlo mental, e mais uma série de coisas. Assim, como disseram os professores, os nossos reflexos seriam aprimorados. Alguns exercícios eram corridas, outras saltos, e assim por diante. Eram sempre pequenas competições de um para um. Quem vencesse, passaria para a próxima prova. Quem perdesse, ficaria por alí. No total, dez homens seriam escolhidos. Os dez melhores entre as dezenas ou mesmo centenas. Eu teria de ser um desses dez. Eu eura um Woolf, e o mínimo que poderia fazer era honrar o meu nome sendo um dos dez. Corridas, competições de flexões, resitência física e mental. Todo o tipo de exercícios serviam para excluir os mais fracos. Eu continuava a vencer. Eram pequenas competições que vencia, mas aos poucos, após algumas horas, muitos já tinha sido excluidos, e ficavam a apreciar quem ficava. Restávamos agora trinta homens. As competições eram agora de luta à mão livre, e eram avaliadas e controladas pelos professores, cada uma. Era a minha vez.

-Adentrava um pequeno círculo, com uns oito metros de diâmetro. As regras eram simples: Sem golpes baixos. O primeiro a cair no chão por cinco segundos, ou a sair círculo, perdia.
Regras na cabela, bastava enfrentar o meu oponente. Esperava anciosamente por ver quem era. Finalmente via a multidão dos homens alistados para a aula sendo empurrada, como se alguém os viesse empurrando porque vinha em direção ao círculo. E era isso mesmo.
Vía um homem, com quase dois metros, grande e largo a entrar no círculo. Todos se riam para mim, ouvia muitos dizendo "o pequeno vai perder. Vai ser espancado pela «árvore»"... Árvore? Era esse o apelido deste gigante? Bem, realmente, assentava-lhe perfeitamente. Quase ninguém na multidão sabia que o filho mais novo dos Woolf era eu, sequer sabiam que se tinha alistado na Academia Militar de Hugon. Eu tinha pedido segredo aos empregados, para não contarem para a multidão. Apenas os superiores sabiam da minha inscrição. Para os restantes, eu era apenas o David. Todos ignoravam que eu era o Werewolf do Norte de Wyvern. Era novo, mas já tinha uma pequena reputação na minha região. Esperava aumenta-la para todo o reino de Etherya.

-O professor dava ordem para começar o nosso duelo. Eu sabia muito bem que não poderia tentar bater de frente com o «árvore». Teria de usar a sua lentidão e a minha velocidade para vencer. Porém, o pequeno espaço oferecido pelo círculo era um empecilho para mim. Teria de conseguir contornar isso. Eu levantava os meus punhos, e adoptava uma posição própria e limpa para a batalha. Sempre e movimento com os pés. Enquanto isso, o «árvore» aproximava-se, dando uns berros para tentar intimidar, e batendo com as mão no peito... Que selvagem, pensava eu.

-Corria rapidamente em direção do «árvore», ele não esperava que eu fosse avançar para o contacto direto logo. Ele puxava o seu braço para trás e tentava desferir-me um soco. Essa era a minha intensão. Ele era muito lento nas suas ações. Desviava-me do soco, e agora nas costas do «árvore», dava-lhe um chute no fundo das costas. Ele parecia não ter sentido nada. Eu estava perplexo. Eu já tinha partido uma costela a um ladrão da minha região com um chute, desta vez, o «árvore» nem sequer tinha sentido nada? O «árvore» virava-se repentinamente com os braços abertos e dava-me um soco no estômago. Eu voava para trás uns 2 metros... Estava perto do fim do círculo. Eu olhava à minha volta, tentava descobrir como vencer o «árvore». Os meus socos não iríam funcionar. Como poderia fazer?? E foi quando me lembrei, ao olhar para a linha do círculo, que podeia usar a minha inteligência e velocidade, para vencer a força bruta do «árvore» e a sua estupidez... Levantava-me, e dizia Heeey, árvore!! Achas que me doeu alguma coisa? Bates menos forte que a minha prima de 6 anos... Nem senti nada... Vem com tudo sua menina!!
E após estas palavras, o «árvore» gritava como um selvagem, um bárbaro, e corria babando-se em minha direção como um louco, com os dois bráços no ar, pronto a dar-me um soco provavelmente mortal. O meu plano seria de desviar-me com um salto para o lado ao bom momento, e ele assim iria desiquilibrar-se com a tentativa do soco poderoso, e iria cair para fora do círculo, pois eu estava a menos de um metro do fim do círculo. Eu via-o a vir na minha direção. O meu corpo queria desviar-se, mas a minha mente não o deixava. Teria de ser ao bom momento. Nem um segundo antes, nem depois. O «árvore» aproximava-se cada vez mais, cada vez mais... E eu saltava para o lado esquerdo!! O «árvore» falhava o seu soco, e desiquilibrando-se, caía para fora do círculo. Eu continuava dentro e, após ter-me levantado, toda a multidão levantou os braços e gritava pela minha vitória.

-O «árvore» estava bastante frustrado por ter perdido desta forma estupida, e então tentava atacar-me pelas costas com uma adaga, enquanto eu encarava a multidão gritando pela vitória, sentindo orgulho. Eu ouvia o som de uma espada cortando algo. Como que se a vida agora fosse em câmara lenta, virava-me para trás, e vía um professor decapitando o «árvore» com uma velocidade incrível. Vía o «árvore» cair de joelhos, sem cabeça, deixando cair uma pequena adaga das mãos... E por fim, estalando o próprio corpo no solo areoso... Eu não estava em choque, não estava assustado. Apenas agradecia o professor com um humilde "Obrigado". O professor dizia que é o que acontece aos assassinos. E eu refletia sobre...

-Ía descansar após esta árdua batalha, e beber alguma água. Enquanto isso, os restantes nove homens eram escolhidos, e eu era felicidade por algumas pessoas. Agradecia, e quando me pergutavam pelo nome, dizia que era o David o Werewolf. Dava o meu primeiro nome a apelido, mais nada. Não queria ser tratado de maneira diferente. E desta forma, apenas divulgaria o meu apelido que eu tinha ganho nas regiões agrestes e frias do Norte de Wyvern.

-No fim do dia, os dez homens, comigo incluido, que tinham sido os melhores, eram recompensados com o seu nome listado na academia durante um mês. Isso era com certeza um orgulho para mim. Eu tinha começado bem na academia, os professores viam potencial em mim, e a minha vontade de continuar a evoluir era cada vez mais forte. Ao mesmo tempo, eu tinha aprimorado os meus reflexos gráças a todas as pequenas competições, e ao meu duelo com o «árvore». No final, esta vinda à Academia Militar de Hugon era muito benéfica. Eu não tinha arrependimentos nenhuns. Agora, eu iria para o meu quarto descançar o meu corpo, e refletir sobre o meu futuro. Deitava-me, e agora, esparava adormecer, enqunato estava impaciente para o seguinte dia na Academia Militar de Hugon!!.



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Re: [TF] Academia Militar de Hugont

Mensagem por Aahron N. Golwenvaethor em Sex Jan 18, 2013 11:18 pm


Treino Válido


Seu treino está valido. Aconselho, todavia, alargar o template e simetrizar as bordas. Fora isso, bom post.

Exp: 300.
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Re: [TF] Academia Militar de Hugont

Mensagem por David Woolf em Sab Jan 19, 2013 2:17 pm


Treino de Perícia: Reflexos






















❝ Keep Going ❞
~ ...So Interesting... ~



-Berros e mais berros. Eram com esses berros que eu acordava no meu segundo dia na Academia Militar de Hugont. Olhava para o meu lado, e os meus dois colegas do quarto não estavam. Como sempre esperava uns minutos sentado, esfregando a cara para poder abrir os olhos sem sentir dor. Puxava os meus cabelos para trás para não me atrapalharem, e dirigia-me para a fogueira. Estava meia apagada. Debrussava-me sobre as minhas pernas, e com um utensílio de ferro espalhava as brasas para darem algum calor. Sentir aquele calor era bom... Apesar de não estar muito frio por lá. Mas sempre se acendia a fogueira para passar a noite.

-Mesmo assim eu estava curioso. Os berros não cessavam, eram muitos, nomerosos que faziam o solo tremer. Não me preocupava muito, eu na verdade suspeitava do que seria. Vestia-me com as minhas roupas, desta vez sem a capa, pois não fazia frio o suficiente em Hugont para a levar. Desta forma deixava as minhas asas à mostra. Porém, era de proporções apropriadas. Não eram gigantes e desproporcionadas para com o resto do corpo. Na verdade eram motivo de muitos olhares femininos. Eram únicas. De outro prisma, os homens olhavam para as minhas asas como mais fracas que o normal, mais frágeis. E diziam que o poder de um guerreiro Wäzurys se media pelo tamanho das asas. Eu sabia que isso não é verdade. O poder de um verdadeiro guerreiro vem de... dentro.

-Saía do quarto, e guiava-me pelo som emanado pelos numerosos berros para os encontrar. Passava alguns corredores, e não vía ninguém. Descia algumas escadas, e nada. Quando olhei para uma janela aberta, percebi que os berros vinham de fora das paredes da Academia, assim dizendo. Escalei a janela, e comecei a voar em direção ao solo.

-Breves minutos se passaram até que eu, num pequeno salto, atingia o solo. Caminhava em direção aos berros. Passava por algumas paredes, torres, até que avistei praticamente a Academia toda no campo. Berros e mais berros. O que seria? Nada melhor que ir ver. Abria as minhas asas, e levantava voo novamente.
Aproximava-me da multidão, e sobrevoava-a por cima. Agora avistava que a multidão fazia um círculo à volta de alguns professores e um homem de joelhos no chão, atado... Descí até ao solo, e consegui meter-me na linha da frente da multidão, com vista para toda aquela cena. Perguntava aos próximos o que se estava a passar. Um rapaz de cabelo curto, cara com forretes e olhos azuis respondia-me que o "prisioneiro" era um assassino. Ao que parece, ele tinha assassinado uma criada por ele tê-lo rejeitado. Trágico. Ele tinha posto fim a uma vida com um futuro por simples egoísmo, sede de sexo, e quem sabe, pior... Quem sabe ela era mãe. Tinha filhos a criar. Marido até. Família que iria chorar pela sua morte. Mas o homem não pensou nisso. Simplesmente pensou em vingança, morte, sangue...
Estes pseudo-homens não merecem pisar no solo que eu e os outros pisamos. Não merecem respirar o nosso ar, beber a nossa água. O lugar deles, é servir de fertilizante para as nossas terras. Serem descompostos por insetos e cogumelos. Ao menos, teria alguma utilidade.

-Todos berravam pela sua morte. Traidor!! Escumalha!!Assassino!!... MORTE!!!. Estas eram as palavras ressonantes dos "hóspedes" da Academia. Queriam a morte do assassino. Eu assim o queria, também...

-Um pequeno teatro sobre moralismos, castigos e morte era dado pelos professores alí presentes. Falavam sobre honra e humildade, algo que todos devíamos ter para ter direito a um lugar neste mundo. Eu, podendo não parecer, era um idealista. Concordava com algumas palavras dos professores, embora outras fossem, digamos, exageradas.

-Após isso, um professor chegava ao ouvido de outro, dizia algo impossível de ser ouvido pela multidão. O professor que ouvia a informação, levantava a mão, pedindo silêncio por parte da multidão. O silêncio instalava-se no campo. Apenas o assobiar do vento e o cantar das folhas das árvores alí presentes podiam ser ouvidas. Mas esse som plácido era interrompido por um dos professores.
Este homem é um assassíno! Um egoísta, que matou uma pobre inocente por causa das suas vontades nojentas. Este homem não merece viver. Assim como qualquer homem do mesmo tipo. Ele será punido com a morte. Porém, será um de vocês a matá-lo!! Quem tem coragem para o fazer? Vocês estão aqui para serem treinados, para serem capazes de matar homens se houver uma guerra...Voluntários??

-Estas batiam fundo nos ouvidos de toda a multidão. Alguns não tinham ganho coragem ainda para terem as mãos sujas de sangue. Outros tinham medo que aquela não fosse a vontade dos Deuses. Outros pensavam que era um simples teste dos professores. Poucos eram os que bravura tinham para a mão levantar em direção aos céus. Porém, eu era diferente. Não era superior ou inferior, melhor ou pior. Era simplesmente diferente.

-Avancei em direção ao professor. Passos lentos mas seguros, enquanto estendia as minhas asas brancas para honrar os Wäzurys, habitantes do Norte. Embora eu considerasse que no Reino de Etherya, quem vivesse a Sul de Wyvern, já era considerado um Sulista, e não um Nórdico.
Chegava perto do professor. Ele notava que a minha atitude era segura. Não tinha levantado a mão como os outros, com poucas probabilidades de ser escolhido. Eu tinha tomado a decisão de avançar. De ser eu a fazê-lo. Na verdade, eu apenas queria poupar aos outros de mancharem as mãos de sangue. Embora tenham de fazê-lo algum dia...

-O professor pegou na sua espada e antes de entregar-ma, fez-me um gesto com a cabeça, demonstrando consentimento, patriotismo. Eu não dizia nada. O meu profundo olhar característico revelava o que eu sentia naquele momento. Qualquer um atento poderia ler nos meus olhos, o que a minha alma gritava. Pegava na espada e empunhava-a. Encostava a lâmina na nuca do assassino, e dizia que os Deus sejam benevolentes com a tua pobre alma.
O assassino nada dizia, parecia que lhe tinham arrancado a língua. Ou simplesmente estava em choque, após ter feito o que fez.

-Levantava a espada bem no alto, empunhando-a com as duas mãos. Olhava para a multidão. Todos de braços no ar, a berrar para que eu o matasse. Eles eram ingénuos. Não percebiam no meu olhar a dor que eu tinha por estar a fazêr o que... tem de ser feito. Livrando outros de tal dor. Olhava agora para a direção oposta. Os professores sábios e experientes liam-me a alma pelo meu olhar. Eles sabiam, a dor de manchar as mãos. Porém, sabiam também que temos de o fazer, para podermos proteger quem amamos. Reconfortava-me de certa forma, alguém naquelas centenas de pessoas perceber o que eu passava.

-O som da lâmina cortando o pescoço do assassino podia ser ouvido no meio de todos os berros. Sangue era jorrado sobre mim, sobre a minha cara. A cabeça do assassino rolava pelo chão, secalhar meio metro, no máximo. Espetava a espada no chão, e saía a passo lento dalí. Sem dizer nada saí dalí, pelo meio da multidão. Eles abriam caminho e batiam palmas, berravam o meu nome. Estavam a glorificar-me. Mal sabiam eles o preço por tar glória, que nenhuma era na verdade.

-Ía agora tomar um banho. Lavar o sangue do meu corpo, das minhas vestes. Uma hora se passou, até que as vestes estavam completamente secas. Por impressionate que parecesse, agora a Academia Militar de Hugont estava ativa como se nada tivesse acontecido. Assim eu teria de agir, e assim o faria.
Fui treinar um pouco para o campo. Pedia a este e aquele para lutar comigo, para treinar melhor os meus reflexos. Eu achava os reflexos algo muito importante. Algo que, muitas vezes, me salvaria a vida. Por isso horas passei, a tentar desviar-me de socos e chutes. O treino estava a correr bem, e foi quando uma criada veio ao campo chamar-me...

-David. Venha para a sala número 4 da Academia, a sua presença é requerida.
Obrigado, Lady. Irei já.
Entrava dentro da sala 4 da Academia, e via lá pessoas com cargos importantes na Academia, assim como os nove outros que tinha sido vencedores dos torneios do passado dia. Colocava-me no alinhamento, mãos atrás das costas, juntas.

-Senhores! Vocês são bravos e inteligentes. Apenas vocês, merecem estar aqui à minha frente, hoje. Entre centenas de ingressantes, ontem vocês demonstraram serem os dez melhores. Estão de parabéns por isso. Todavia, não inchem o peito, pois isso comparado a verdadeiros gurreiros, nada é!
Ainda terão que demonstrar que são melhores que isto! Por isso, irão ser levados à floresta de Hugont, fora da Academia. Terão os olhos vendados, e não saberão onde estão. Se para Norte, Sul, Oeste ou Este. Será a vossa missão descobrir essa informação assim como outras tão relevantes para a vossa sobrevivência até conseguirem voltar para a Academia. O primeiro a voltar para a Academia, Será reconhecido por toda a Academia, assim como pelos professores com alguém astuto e perspicaz, inteligente e sábio. Terão uma subida no exército com mais facilidade e serão recomendados pelos melhores, para os melhores.


-A voz do senhor era forte, rija e segura. Entoava na sala, assim como nos ouvidos de todos. Eu sabia que a experiência seria boa para mim, iria treinar muitos aspetos, mas com certeza poderia melhorar os meus reflexos. Esse era o meu objetivo por enquanto. Eu sabia que se tem de começar por baixo para crescer. Que se tem de ter ambições, porém humildes, e que nos devemos restringir ao nosso lugar. À nossa pessoa.

-Tapavam-nos os olhos com uma venda preta. Não conseguia ver nada, apenas escuridão. Bastante tempo passava, cavalgando sobre um cavalo atrás de um professor, sem nada ver. Secalhar horas tinham passado. Parávamos...

-Pronto jovem. É aqui. Pode retirar a venda. Retirava-a. Irei embora agora. Irei cavalgar para um direção aleatória. Não tente seguir-me, pois não será essa a direção para a Academia. Boa sorte.
E assim o professor ia desaparecendo ao meio às árvores e plantas, cavalgando sobre o seu cavalo cor de cerdeira.
Primeiro, eu teria de saber qual era a minha posição. Tinha de ver a posição do Sol. Saberia mais ou menos as horas, e gráças a isso, onde fica Oeste e Este. Com isso, determinaria onde fica o Norte e Sul. E Sul seria a minha destinação. Todavia, a floresta era densa, e apenas deixava entrar alguns raios de sol. Não era possível ver onde o sol estava dalí. Por isso, teria de subir.

-Alguns minutos passavam até encontrar um lugar com menos vegetação. Iria tentar voar para ver se conseguia passar pela densa vegetação e ver onde o sol se encontrava. Levantava voo, mas não conseguia subir mais que três metros. Apesar de conseguir voar, eu teria de escalar uma árvore para poder chegar mais alto. Que assim fosse, então.

-Encontrava uma árvore apropriada e alta o suficiente para escalar. Voava para dois metros de altura e pousava-me sobre um ramo. Agora, seria escalar. Escalava e escorregava, mas com isso treinava os meus reflexos para conseguir agarrar algo e não cair no chão. Escalava o mais rapidamente que conseguia, o que dificultava a tarefa, mas treinava os reflexos dessa forma. Escalava 6 metros, depois 10, 15, e agora chegava ao topo da árvore. Estaria a uns 20 metros de altitude agora, talvez mais, pousado na copa da árvore. Equilibrava-me no alto utilizando as minhas asas. Finalmente conseguia ter contacto visual com o Sol. Uns minutos passavam, até eu determinar que estava a Norte de Hugont. Humm. Eu imaginei que me colocariam no ponto mais afastado da Academia. Enfim, nada melhor como treino. Ainda assim serei o primeiro a chegar! Espero eu...

-Levantava voo e sobrevoava a densa floresta em direção ao Sul. E nesse momento, umas dezenas de aves com dentes me atacavam. Elas tinha três vezes o meu tamanho. Eu teria de tentar desviar-me com os meus reflexos. Mas era muito perigoso. Por isso, eu adentrava a densa floresta, e pousava-me no solo. As aves agora ficavam sobrevoando os céus, como que os protegendo. Enquanto isso, eu estava protegido pela densa floresta, todavia, iria demorar mais tempo a encontrar a Academia. Passavam algumas horas de caminhada. Defendia-me de alguns animais, caçava outros com uma lança de madeira improvisada que tinha encontrado no chão, e assim continuava, sempre de barriga cheia.

-Ía bebendo água de pequenos riachos, e seguia para Sul. Bastante tempo passava, e começava a escurecer. Eu não sabia se ainda tinha hipóteses de ser o primeiro. Mas não iria desistir... Continuava a minha"missão" na busca da Academia Militar de Hugont, quando algo me atingia pelas costas, atirando -me alguns metros para a frente, fazendo cair-me no chão... Virava-me repentinamente para trás, e via uma pantera ameaçadora, emitindo os sons intimidadores característicos de felinos de grande porte. Tinha-me atingido com alguma pata, imaginava eu. Sorte que as garras não tinham conseguido rasgar o meu colete de cabedal, e assim rasgar-me a pele, e quem sabe, alguns músculos. Eu levantava-me, e pegava na lança de madeira improvizada com firmeza. Eu berrava, tentando mostrar à pantera que não me sentia ameaçado, embora eu sentisse bastante. Fazia movimentos bruscos com o corpo, tentando demonstrar superioridade. A pantera dava uma largada e vinha em minha direção muito rapidamente. O meu reflexo era de saltar e tomar voo. Porém não conseguia voar mais alto que três metros, devido à densa floresta. Mas felizmente, tinha sido o suficiente para conseguir desviar-me do ataque da pantera. Ela olhava para o ar, e via-me. Parecia estar nervosa agora. Eu então atirava a minha lança na sua direção. Ele conseguia desviar o suficiente para ser atingida apenasna sua pata frontal. Estava mais enervada que antes.

-Agora, eu não tinha qualquer arma e não sabia como fazer para derrotar a pantera. Os professores nem mesmo deixaram trazer qualquer espada. Suponho que não estavam à espera que uma pantera se aproximasse tanto da cidade de Hugont. Eu tinha de encontrar uma distração. Porém, estava difícil.
A pantera continuava emitindo os seus sons intimidadores. E eu, tinha acabado de ter uma ideia. Em linha reta, voava em direção da pantera. Ela tentava acertar-me com a sua garra, mas eu conseguia desviar-me, e fazê-la perseguir-me. Eu voava a centímetros do solo, rapidamente, enquanto que ela me perseguia e não me conseguia alcançar, devido a ter uma das patas feridas por causa da lança. Eu ia em direção a uma árvore bem grande. A pantera não conseguia vê-la, apenas a mim. No último segundo, eu iria desviar-me da árvore, e tentar fazer com que a pantera chocasse com a árvore. Centímetros me separavam da grande árvore agora... Num movimento repentino, firme e energético, desviava-me da árvore mas não conseguia controlar o voo e caía no solo, sendo arrastado pela minha própria energia cinética pelo solo alguns metros... Levantava-me e olhando para trás, vi-a que a panteria estava caída, junta à árvore. Aproximava-me, e via o focinho da pantera cheio de sangue, assim como a propria árvore.

-Saía dalí. Com alguns arranhões pelo corpo devido à queda, eu continuava caminhando para Sul... Estava noite agora, mas conseguia ver devido ao lindo luar, luminoso. Afastava algumas folhas e plantas com as minhas mãos, e deixava a floresta de Hugont para trás. Vi-a o caminho dirigindo-se para Sudeste. Decidi segui-lo. Mais uns minutos de caminhada, e finalmente conseguia ver a grande muralha da Academia Militar de Hugont. Aproximava-me aos portões, dizia o meu nome, e os guardas abriam-no para eu passar. Andei cansado, quase rastejando o próprio corpo até à sala 4 da Academia. Chegando lá, ví todos os professores e o senhor que parecia comandá-los sentados, como se à espera estivessem... Perguntei: sou o primeiro?
O senhor respondeu você parece ter tido um longo dia rapaz. Antes de tudo parabéns. Agora vá descansar, tome um banho e durma. Amanhã você saberá a sua posição...

-Apesar de querer saber a resposta, eu respeitava os conselhos do senhor. Subia para cima, tomava um banho. Pronto para dormir, deitei-me na cama. Os meus dois companheiros já estavam a dormir. Não os acordei, apenas me deitei para finalmente descansar e dormir... De lado refletia que o dia tinha sido longo, cansativo, mas tinha desenvolvido bastante os reflexos gráças a este dia. Eu estava amplamente agradecido à Academia, a a todos dentro da infrastrutura. Agora bastava...dormir.



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Re: [TF] Academia Militar de Hugont

Mensagem por Aahron N. Golwenvaethor em Dom Jan 20, 2013 4:58 am


Treino Válido


Seu template ficou muito largo. Para melhorar a estética do post, facilitando a leitura e não esticando muito o fórum, recomendo que vejas este link, de um site que contém templates bem interessantes. Fora isso, bom treino.

Exp: 300.
Perícia: Avanço de iniciante para intermediário.

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Aahron N. Golwenvaethor


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Re: [TF] Academia Militar de Hugont

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